Letra de Médico

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Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

Palm ou Pocket PC?

14 de fevereiro de 2007 - Eduardo

Handhelds

Se você leu o texto anterior, “Palm. Por Que Você Deve Ter Um” ou já pesquisou sobre o assunto, deve saber que o termo Palm, apesar de ser utilizado como sinônimo para qualquer computador portátil que caiba na palma da mão, é na verdade uma marca de propriedade da empresa PalmOne, fabricante de apenas parte dos modelos desse tipo de dispositivo, disponíveis no mercado. Conhecer as diferenças básicas entre um Palm (fabricado pela PalmOne) e um Pocket PC (fabricado por outras empresas) é fundamental na hora de escolher seu futuro equipamento. Além disso, é importante avaliar o desempenho da máquina, design, duração da bateria, capacidade de armazenamento, etc.

Por enquanto, vamos falar apenas sobre algumas características que diferenciam Palms e Pocket PCs. A principal delas é o sistema operacional. Enquanto Palms rodam Palm OS (sistema desenvolvido pela própria PalmOne), Pocket PCs em sua maioria trabalham com uma versão do sistema operacional Windows, chamada Windows Mobile. Por muito tempo o Palm OS foi reconhecidamente superior ao Windows Mobile (antes chamado de Windows CE), tanto em desempenho como em estabilidade. Além disso, havia uma infinidade de aplicativos desenvolvidos somente para esse sistema operacional já que durante anos o mercado foi dominado quase que exclusivamente pela PalmOne. Hoje o cenário é outro. O Windows Mobile amadureceu e muitos afirmam que ele já supera o Palm OS em vários aspectos. Alguns dos principais programas médicos, antes disponíveis somente para a plataforma Palm, foram reescritos para rodar também nos Pocket PCs. As maquinas Windows contam ainda com versões reduzidas do Word, Excel e Power Point, criadas pela própria Microsoft, além de compatibilidade com programas bastante populares como o Skype.

Se você procura um equipamento que rode 99% dos aplicativos médicos disponíveis para portáteis, escolha o Palm. Caso prefira editar seus arquivos sem a necessidade de instalação de programas de terceiros, falar pelo Skype ou MSN usando o próprio dispositivo e instalar apenas os principais programas de medicina, opte pelo Pocket PC. Os dois sistemas suportam visualização de livros virtuais (e-books), reprodução de vídeo e MP3, navegação pela Internet além de contarem com aplicativos de gerenciamento de agenda telefônica e compromissos.

Na próxima matéria falaremos sobre desempenho, expansibilidade, conectividade, principais recursos e relação custo-benefício de Palms e Pocket PCs. Para ajudar na escolha, colocarei também algumas referências sobre os modelos mais vendidos aqui no Brasil.

Consultas Via Orkut

1 de fevereiro de 2007 - Alice

Orkut

Desde o surgimento do Orkut, obter informações e opiniões se tornou muito fácil. É só entrar na comunidade certa e criar um tópico, para que muitas pessoas respondam, opinem e discutam. Porém, com o elevado número de comunidades médicas, temos que prestar atenção em nossas respostas, pois essas podem trazer conseqüências sérias.

Criei a comunidade Estudantes de Medicina que atualmente possui mais de 30.000 membros. Semanalmente alguém, que não faz Medicina, cria um tópico pedindo ajuda, dizendo que possui determinado sintoma, querendo saber que doença tem. Essas pessoas não sabem a importância da anamnese e do exame físico. Não é simplesmente dizer “tenho dor de barriga”. O médico (no caso da comunidade, futuros médicos) não pode “magicamente” descobrir o diagnóstico, prescrever um tratamento e dizer o prognóstico. Mas muitos não entendem essa situação e acham que as pessoas não diagnosticam por má vontade.

Imaginem se alguém posta o seguinte “minha avó de 65 anos não está conseguindo evacuar e sente sua barriga estufada”. Aí alguém responde “ela tem constipação, é só comer mais fibra e tomar bastante água”. Pode até ser, mas e se essa mesma senhora não era constipada até pouco tempo atrás, perdeu peso e percebeu sangue nas fezes (nada disso informado pelo neto, talvez por nem ser de seu conhecimento). A principal hipótese diagnóstica seria outra! O neto estaria bem tranqüilo, acreditando que sua avó está com uma simples constipação enquanto ela pode ter um câncer intestinal. Seria muita irresponsabilidade de quem arriscou um diagnóstico…

Nesse caso, o que poderíamos fazer respeitando a ética, é orientá-lo a procurar um gastroenterologista, para que esse converse com a paciente, faça uma boa anamnese e exame físico para formular hipóteses diagnósticas com fundamento, não “chutar para ver se acerta”.

A saúde das pessoas é um assunto sério e deve ser encarada com responsabilidade.

Felizmente, ao menos na Comunidade Estudantes de Medicina, todos os membros estão agindo dessa forma, com consciência e ética, orientando os “pacientes virtuais” a procurarem médicos reais.

Palm: Por Que Você Deve Ter Um

26 de janeiro de 2007 - Eduardo

Palm Tungsten T3

Há alguns anos atrás, adquirir um desses pequenos dispositivos eletrônicos poderia parecer total desperdício de dinheiro. As primeiras versões, apesar de compactas, eram caras e limitavam-se a armazenar a agenda telefônica do usuário, guardar compromissos e datas de aniversário além de pequenos textos e gráficos monocromáticos. Hoje a realidade é outra.

Os Palms* deixaram de ser apenas agendas eletrônicas incrementadas tornando-se excelentes ferramentas de trabalho e apoio ao aprendizado. A infinidade de softwares de medicina disponíveis para Palm prova que a classe médica é, com certeza, uma das que mais sabe explorar as facilidades oferecidas pela maquininha.

A concorrência aumentou bastante e hoje, além de vários modelos diferentes à disposição do comprador, os preços estão mais acessíveis. O importante é perceber que o Palm não é um substituto para o computador pessoal, mas uma extensão dele que pode ser levada para qualquer lugar no bolso de sua camisa. Ele é também um dos exemplos mais bem sucedidos da tão sonhada convergência digital, substituindo vários equipamentos de forma bastante satisfatória.

Imagine que você está no meio de uma aula de Fisiologia, desesperado tentando anotar tudo que seu professor fala naquela velocidade sobre-humana típica dos professores de Medicina. Além de perder boa parte das anotações, é possível que nem mesmo você consiga decifrar o que escreveu. A seu lado está um colega digitando calmamente as palavras do professor no pequeno teclado sem fio do Palm. Para não perder os detalhes, ele grava com o microfone embutido do aparelho o relato do professor. Pode ainda tirar fotos ou gravar um vídeo das explicações mais importantes com a câmera digital do dispositivo. Nos minutos finais, passadas três intermináveis horas de aula, enquanto outro colega procura desesperado uma tomada para manter seu notebook (quase sem bateria) funcionando, o proprietário do Palm navega na internet pesquisando informações sobre o trânsito, previsão do tempo e envia uma mensagem SMS para o celular da namorada, com a hora em que deve chegar em casa. Na volta da universidade, pode ouvir MP3 ou assistir alguns vídeos na pequena tela colorida de ótima definição. Tudo isso já é realidade, aqui mesmo no Brasil!

Além de agenda eletrônica, editor de arquivos Word, Excel e PowerPoint, gravador de voz, câmera digital, tocador de vídeo e mp3, visualizador de livros digitais (sim, você não precisa mais andar com aqueles dois pesados volumes de Medicina Interna dentro da pasta) e plataforma para rodar os mais variados softwares de medicina (exemplos do que pode ser feito com a maior parte dos Palms comercializados hoje em dia), os modelos top de linha possuem tela widescreen, conexão wireless para internet sem fio, saídas para monitor e projetor, funcionam como telefone celular e até GPS.

Interessou? Em breve vou postar algumas dicas de como escolher seu primeiro (ou próximo) Palm, além de sugestões de programas úteis para quem estuda ou trabalha na área médica.

OBS: A palavra Palm é na verdade uma marca de propriedade da empresa Palm, Inc. Assim como aconteceu com a Xerox (marca de um grande fabricante de impressoras, que tornou-se sinônimo de fotocópia), o termo Palm é utilizado hoje em dia de maneira genérica referindo-se a computadores portáteis que cabem na palma da mão.

Escolhendo uma Especialidade Médica

17 de janeiro de 2007 - Alice

Escolhendo uma Especialidade Médica

Sempre quando digo que sou estudante de Medicina escuto a mesma pergunta: já sabe em que vai se especializar? E a minha resposta é: ainda não. Cheguei na metade do curso e não tenho definido o que pretendo fazer depois que me formar! Já eliminei algumas opções, mas poucas… Então, olho para os lados e vejo algumas pessoas que desde o início do curso já sabem qual residência médica farão. Será que sou muito indecisa? Certa vez uma professora me falou que é melhor não saber, pois assim se aproveita mais o curso, já que a pessoa não está focada em uma única área de interesse.

Enquanto não decido qual residência médica farei, busco mais informações sobre minhas possibilidades. Numa dessas pesquisas encontrei informações interessantes. A tabela abaixo contém as especialidades médicas reconhecidas pela Comissão Mista de Especialidades e seus respectivos pré-requisitos.

Especialidade Pré-requisito Duração
Acupuntura
Alergia e imunologia
Anestesiologia ACESSO DIRETO (especialidade) 3 anos
Angiologia e cirurgia vascular Cirurgia Geral (2 anos) 2 anos
Cancerologia Clínica Médica (2 anos) 2 anos
Cardiologia Clínica Médica (2 anos) 2 anos
Cirurgia cardiovascular Cirurgia Geral (2 anos) 4 anos
Cirurgia da mão
Cirurgia de cabeça e pescoço
Cirurgia geral ACESSO DIRETO (área básica) 2 anos
Cirurgia do aparelho digestivo
Cirurgia pediátrica Cirurgia Geral (2 anos) 3 anos
Cirurgia plástica Cirurgia Geral (2 anos) 3 anos
Cirurgia torácica Cirurgia Geral (2 anos) 2 anos
Clínica médica*
ACESSO DIRETO (área básica) 2 anos
Coloproctologia Cirurgia Geral (2 anos) 2 anos
Dermatologia Clínica Médica (2 anos) 2 anos
Endocrinologia Clínica Médica (2 anos) 2 anos
Endoscopia
Gastroenterologia Clínica Médica (2 anos) 2 anos
Genética médica
Geriatria Clínica Médica (2 anos) 2 anos
Ginecologia e obstetrícia ACESSO DIRETO (área básica) 2 anos
Hematologia e hemoterapia Clínica Médica (2 anos) 2 anos
Homeopatia
Infectologia ACESSO DIRETO (especialidade) 3 anos
Mastologia
Medicina de família e comunidade ACESSO DIRETO (especialidade) 2 anos
Medicina do trabalho
Medicina do tráfego
Medicina esportiva
Medicina física e reabilitação ACESSO DIRETO (especialidade) 3 anos
Medicina intensiva
Medicina legal
Medicina nuclear
Medicina preventiva e social ACESSO DIRETO (área básica) 2 anos
Nefrologia Clínica Médica (2 anos) 2 anos
Neurocirurgia ACESSO DIRETO (especialidade) 4 anos
Neurologia Clínica Médica (2 anos) 2 anos
Nutrologia
Oftalmologia ACESSO DIRETO (especialidade) 3 anos
Ortopedia e traumatologia ACESSO DIRETO (especialidade) 3 anos
Otorrinolaringologia ACESSO DIRETO (especialidade) 3 anos
Patologia ACESSO DIRETO (especialidade) 3 anos
Patologia Clínica/Medicina Laboratorial ACESSO DIRETO (especialidade) 3 anos
Pediatria ACESSO DIRETO (área básica)
Pneumologia Clínica Médica (2 anos) 2 anos
Psiquiatria ACESSO DIRETO (especialidade) 2 anos
Radiologia e Diagnóstico por imagem ACESSO DIRETO (especialidade) 3 anos
Radioterapia
Reumatologia Clínica Médica (2 anos) 2 anos
Urologia Cirurgia Geral (2 anos) 2 anos

Residência Médica – Wikipédia

Além dessa tabela, encontrei muitas informações úteis no Portal Sesu. Clicando em Residência Médica / Latu Sensu, você encontrará o link Instituições x Programas x Vagas. Nele é possível obter uma relação de hospitais e demais instituições, com o respectivo telefone, endereço, número de vagas disponíveis em determinado ano, de acordo com a especialidade e estado que você escolher. Espero que seja útil!

*OBS: Segundo informações do leitor Alzemir Junior, em algumas instituições, como no Hospital de Clínicas da UFPR, a especialidade Clínica Médica pode ter duração de até 3 anos. Ao final dos 2 primeiros anos, o residente pode optar entre prestar para outra especialidade ou para R3, uma residência a parte com pré-requisito.