Letra de Médico

Aqui todos se entendem!

Dicas para escrever bem...

Não abuse das exclamações!!! Nunca!!! Seu texto fica horrível!!!

Como Pesquisar no Google

10 de abril de 2007 - Eduardo

Google

A Internet vem ganhando força como fonte de informação, tanto para estudantes quanto para profissionais da saúde. Hoje é comum recorrermos primeiro à Web, ou mais precisamente ao Google, quando precisamos pesquisar sobre determinado tema. Porém, como a quantidade de informações disponíveis na rede é enorme, encontrar o que realmente queremos pode não ser assim tão fácil. Existem várias maneiras de se otimizar uma consulta no Google, mas muitas pessoas desconhecem a existência desses recursos especiais. Por isso, reuni aqui algumas dicas que podem tornar suas buscas, muito mais eficientes:

  • As pesquisas Google não são sensíveis a maiúsculas e minúsculas. Tanto medicina quanto Medicina retornarão os mesmos resultados.

  • Buscas no Google não são sensíveis a acentos. Tanto medico quanto médico, retornarão os mesmos resultados. Para forçá-lo a considerar acentos, utilize o sinal + (mais), antes do termo desejado. Por exemplo, +médico retornará apenas resultados com a palavra médico (acentuada).

  • O Google procura exatamente pelas palavras que você colocou no campo de busca. Se você digitar medi, irão aparecer apenas resultados com o termo medi e não medico ou medicina.

  • Para pesquisar frases, use aspas. Exemplo: “escolhendo uma especialidade medica”.

  • Para impedir que certas palavras apareçam nos resultados das buscas, utilize o sinal - (menos). Se você digitar medico, aparecerão dentre os resultados, sites sobre Ato Médico. Considerando que sua busca não tem nada a ver com o Ato Médico, pesquisando medico -ato, os resultados que contiverem a palavra ato não serão mostrados.

  • Para encontrar rapidamente a definição de um termo, utilize define:termo. Pesquisar por define:medico, por exemplo, retorna a definição da palavra Médico.

  • O Google armazena cópias das páginas que indexa. Se você está com problemas para acessar uma URL ou ela já não existe mais, tente procurar no cache do Google. Basta digitar cache:link. Exemplo: cache:www.letrademedico.com.br.

  • Você pode usar o Google para procurar palavras em apenas um site específico. Para isso, digite site:link. Para pesquisar por medicina no site Letra de Médico, por exemplo, utilize medicina site:www.letrademedico.com.br.

Pesquise primeiro por frases restritivas. Tente prever de que forma a informação que você procura estaria escrita na Web. Caso não encontre, use buscas genéricas. Se você quer saber como diagnosticar a hepatite C, pesquise por “como diagnosticar a hepatite c”. Nesse exemplo, o Google retornará apenas um resultado, mas ele tem exatamente a informação que você necessita. Outra boa escolha seria pesquisar pelos termos principais, diagnostico “hepatite c”. Serão apresentados vários resultados relevantes. Uma busca genérica por hepatite c retornará mais de 700 mil referências e boa parte delas serão, com certeza, irrelevantes.

Dica Final: O Google disponibiliza para download, uma barra de ferramentas que se integra ao seu navegador. Além de agilizar e facilitar as buscas, a Barra de Ferramentas Google vem com bloqueador de pop-ups indesejados, corretor ortográfico e tradutor instantâneo de páginas Web, do inglês para o português. Clique na imagem abaixo e faça o download do Google Pack. Além da Barra de Ferramentas Google, você terá a opção de instalar outros programas úteis como o Adobe Reader (leitor de arquivos PDF) e o Skype (voz sobre IP). Aproveite, tudo isso é grátis!


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Um Texto, Um Incentivo

29 de março de 2007 - Alice

Sabe quando você está se sentindo desanimado, cansado de tanto estudar, com vontade de parar tudo e ter um tempinho para si? Estava mais ou menos assim quando algo aconteceu e mudou tudo! Recebi um scrap do Adolfo com um link para o seu blog, com uma matéria lindíssima, um texto-homenagem aos profissionais de saúde (médicos e enfermeiros).

Confira o início:

Sabem… Tem momentos em que fico impressionado como uma pessoa, um simples ser humano, pode se dedicar com tanto afinco a uma vida que, superficialmente, lhe traz desconforto, cansaço e stress. Deixando de lado a minha profissão (sou professor) falo aqui a respeito de alguns profissionais os quais tenho uma admiração simplesmente profunda… Médicos e enfermeiros… É algo simplesmente incrível o que eles fazem por nós, mesmo que tenham de colocar suas vidas pessoais em completo e total segundo plano.

Continue lendo em:

http://grammaton.zip.net/arch2007-03-25_2007-03-31.html


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PSF: Apenas uma Forma de Ganhar Dinheiro?

25 de março de 2007 - Alice

Dinheiro

Quando um estudante de Medicina se forma e não é aprovado na prova de residência, é muito comum que ele vá trabalhar em um PSF (Programa de Saúde da Família), em alguma cidadezinha do interior. Até aí tudo bem.

O que acontece é que geralmente essas pessoas trabalham no PSF por alguns meses, juntam um bom dinheiro (há alguns que pagam mais de 10 mil reais por mês) e se demitem para ter tempo de se dedicar exclusivamente à prova de residência.

O objetivo do PSF é contratar um médico que se dedique integralmente à comunidade na qual trabalha. O profissional deve conhecer a realidade das famílias pelas quais é responsável, suas características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas. O ideal é dedicar-se exclusivamente a esse emprego, por isso a maioria desses médicos são bem remunerados.

A partir desse objetivo, fica a questão: é correto trabalhar no PSF por um curto período apenas para juntar dinheiro enquanto não é aprovado na prova de residência?

Correto ou não, é difícil negar uma proposta de trabalho em que você poderá receber mais de 10 mil reais, sendo recém formado e sem experiência prévia, ainda mais considerando o valor recebido quando se é residente: quase 10 vezes menos! Com o dinheiro que é pago na residência, fica difícil até mesmo se sustentar, quem dera poupar dinheiro para montar um consultório…

Acredito que um médico recém formado pode trabalhar por pouco tempo em um PSF sem estar sendo imoral ou anti-ético, desde que exerça sua profissão da melhor maneira possível, com dedicação e competência.


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Vivissecção no Ensino de Medicina: Prática Cruel e Desnecessária

O termo vivissecção vem da junção, no latim, vivus (vivo) e sectio (corte, secção), e consiste na utilização de animais vivos para experiências de ordem científica (testes laboratoriais, práticas médicas, experimentos na área de psicologia, testes de toxicidade, dissecação e muitos outros).

Infelizmente, na universidade em que estudo, essa prática ainda é utilizada para “ensinar” técnicas cirúrgicas e farmacologia.

Nas aulas de técnicas cirúrgicas utilizávamos cães de rua vivos como cobaias para nossas cirurgias. A turma era dividida em 11 grupos de 4 ou 5 pessoas e cada grupo operava um cachorro por semana, que era sacrificado após a cirurgia.

Dizem que o objetivo das aulas práticas em cães é ver como reagimos frente a sangramentos e complicações reais. Esse objetivo não foi alcançado. Cada aluno reagia de uma maneira particular diante de algum imprevisto e tal reação não pode ser extrapolada para uma sala de cirurgia, com um paciente humano.

Além das técnicas cirúrgicas, tive aulas práticas de farmacologia, na qual a professora dava algumas drogas tóxicas (incluindo estricnina) em dosagens elevadas para ratos que convulsionavam, ainda conscientes. O objetivo era “ver para não esquecer”… Então porque não mostrar um vídeo? Precisava matar dolorosamente mais de 10 ratinhos por semana? Hoje pouco recordo o nome dos fármacos usados nas “experiências”, mas lembro muito bem do sofrimento dos animais…

Além da crueldade, não podemos esquecer que cães, ratos e seres humanos possuem inúmeras diferenças anatômicas e fisiológicas.

Conheço várias universidades que aboliram essa técnica de ensino médico. Tenho certeza que matar um cachorro por semana durante um semestre não me fará, em hipótese alguma, melhor médica do que os profissionais formados por essas instituições. A UFRGS é um bom exemplo, montou um Laboratório de Habilidades e Técnicas Operatórias, com um manequim importado, peças anatômicas e sangue falso para treinamento dos universitários.

A vivissecção pode ter sido importante no passado, mas atualmente ela é substituível por métodos alternativos. No site InterNICHE Brasil há diversas informações e sugestões de alternativas à vivissecção que se equivalem ou até superam esse método, além de notícias, textos explicativos, legislação, e-books entre outros materiais que fundamentam minha opinião.

Dizem que devido à rejeição dos alunos, nos próximos semestres, ao invés de cachorros nas aulas de cirurgia, serão usados coelhos ou porcos. Mas não considero que trocar um animal por outro seja uma boa alternativa. Penso que a única solução seria abolir definitivamente essa prática. A lei de autoria do Vereador Claudio Cavalcanti, aprovada* em 21 de março de 2006, na cidade do Rio de Janeiro é um exemplo de solução para acabar de vez com esse método. Ela proíbe a vivissecção, assim como o uso de animais em práticas experimentais que provoquem sofrimento físico ou psicológico.

Espero que bons exemplos como esses sejam seguidos…

*OBS: A lei foi vetada em 14 de abril de 2006 e aguarda decisão da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro sobre a manutenção ou não do veto.


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Escolhendo Seu Primeiro (Ou Próximo) Palm

13 de março de 2007 - Eduardo

Palms

Na matéria anterior, “Palm ou Pocket PC?”, falamos sobre as diferenças básicas entre as duas principais opções de handhelds (termo americano para computadores de mão). Agora veremos que outras características devem ser avaliadas na hora de escolher seu novo equipamento.

  • Desempenho: Calcular o desempenho de Palms e Pocket PCs é uma tarefa difícil, que depende de vários fatores, tais como o processador utilizado, a quantidade de memória disponível, a integração entre sistema operacional e equipamento, etc. A maior parte dos dispositivos atuais utiliza processadores Intel operando a cerca de 400 MHz. Pode parecer pouco, mas essa velocidade é suficiente para rodar praticamente qualquer aplicativo. Tanto o Palm OS quanto o Windows Mobile já apresentam uma boa integração com o hardware das pequenas máquinas e não decepcionam nesse quesito. A memória é, com certeza, o fator de maior impacto na velocidade desses aparelhos. Em geral, nos Palms são utilizadas memórias do tipo Flash. Apesar de não voláteis (ao religar seu Palm ele vai estar exatamente como no momento em que havia sido desligado) e de gastarem pouquíssima energia (sua bateria vai durar mais) essas memórias são caras e você não encontrará modelos de Palm com mais de 128 MB. Além disso, a memória Flash é compartilhada entre os seus arquivos e os arquivos temporários dos programas em execução. Isso significa que, caso você tenha ocupado grande parte da memória com arquivos pessoais ou instalando programas, é possível que aplicativos mais pesados não iniciem, por falta de memória. Nos Pocket PCs, a área de memória de execução de programas e arquivos do sistema operacional é separada da área de armazenamento (da mesma forma que ocorre em PCs normais). Nesse caso, usam-se memórias do tipo SDRAM. Dê preferência para dispositivos com pelo menos 32 MB de memória Flash (para Palms) ou 64 MB de memória SDRAM (para Pocket PCs). Destaca-se o Palm TX com 128 MB de memória Flash compartilhada.

  • Portabilidade: Uma das grandes vantagens de um handheld sobre notebooks ou PCs é o fato de você poder levá-lo dentro do seu bolso para praticamente qualquer lugar. Em relação a tamanho e peso, não há grandes diferenças entre a maior parte dos modelos vendidos no Brasil. No quesito portabilidade, é importante saber que esses dispositivos gastam muito pouca energia. Alguns modelos, dependendo do uso, podem ficar semanas sem receber carga. Antes de comprar, informe-se sobre a duração média da bateria do aparelho. Destaca-se o HP iPAQ hx2790 com bateria removível de 1440 mAh (você pode andar sempre com outra bateria carregada para os casos de emergência), suficiente para muitas horas de uso contínuo e várias semanas em standby.

  • Expansibilidade: Arquivos para handhelds possuem um tamanho bastante reduzido. Porém, com a possibilidade de visualizar fotos, reproduzir MP3 e vídeos na tela do aparelho, além da facilidade de uso do equipamento para cópia e transferência de arquivos entre diferentes computadores, a capacidade de armazenamento tornou-se um fator muito relevante. A memória interna desses dispositivos é relativamente pequena e, principalmente no caso dos Palms, utilizá-la para guardar arquivos grandes pode comprometer a performance do sistema operacional e a correta execução dos programas. O problema pode ser contornado com o uso de cartões de expansão que normalmente podem armazenar até 2 GB de dados (já existem cartões maiores). Os cartões do tipo SD Card, (modelo amplamente utilizado em handhelds) são compatíveis ainda com vários outros equipamentos eletrônicos, celulares e câmeras digitais. Destaca-se o Palm LifeDrive, modelo que possui disco rígido interno de 4 GB além de slots (encaixes) para cartão de expansão SD, MMC ou SDIO.

  • Conectividade: Hoje em dia, a troca de dados entre diferentes dispositivos tornou-se comum. Os handhelds estão entre os aparelhos mais integráveis da atualidade, podendo se comunicar facilmente com celulares, computadores, roteadores, notebooks, fones de ouvido, e outros handhelds, sem fio. Praticamente todos os modelos vendidos atualmente são equipados com um sensor infra-vermelho, que permite a troca de dados com outros dispositivos semelhantes. Esse sensor pode ainda ser usado para a comunicação com teclados portáteis, celulares e, com o uso de programas específicos, pode transformar seu dispositivo em um controle remoto universal, controlando qualquer equipamento eletrônico (televisão, aparelho de som, dvd…). Modelos top de linha podem ainda oferecer conexões bluetooth e 802.11 b/g. As conexões bluetooth são mais rápidas e operam em distâncias maiores que o infra-vermelho. Além disso, basta aproximar dois dispositivos bluetooth compatíveis para que eles se reconheçam e passem a trocar dados automaticamente (não é preciso alinhar os sensores, como ocorre com o infra-vermelho). Essas conexões são utilizadas principalmente para a comunicação do handheld com seus acessórios (teclado, fones de ouvido sem fio…) e troca de dados com o PC ou notebook. As conexões 802.11 b/g são utilizadas por roteadores wireless para prover acesso à rede e à internet sem fio, a grandes velocidades (54 MB por segundo para o 802.11 g). Um handheld compatível com essa tecnologia, pode navegar na internet através da rede sem fio de sua casa ou empresa. Hotéis, cafés e grandes aeroportos no Brasil já disponibilizam redes sem fio (HotSpots) a seus visitantes. Destaca-se novamente o Palm TX com infra-vermelho, bluetooth e rede wireless 802.11 b.

  • Outros Recursos: Além das várias funcionalidades que um handheld possui, ele pode ainda substituir de forma satisfatória outros aparelhos eletrônicos, tornando sua vida muito mais fácil. O Palm Zire 72, por exemplo, vem equipado com câmera digital embutida de 1.3 megapixels, capaz de gerar fotos e filmes com qualidade aceitável. Possui ainda microfone interno para gravar notas de voz ou som ambiente (muito útil em uma palestra, por exemplo). Com um fone de ouvido acoplado, transforma-se em um ótimo MP3 Player e se você não se incomodar com o tamanho reduzido da tela, pode até assistir filmes. Caso queira aposentar seu celular, pode optar pelo Palm Treo 650. Além das características básicas de um handheld, esse aparelho funciona como telefone GSM, bastando colocar um chip da operadora de sua preferência para sair falando.

  • Custo x Benefício: Diante de tantas opções, fica difícil escolher o modelo ideal. Uma dica é começar por uma avaliação de custo: Você encontrará modelos básicos por cerca de R$ 400,00 (Palm Z22) e modelos top de linha custando mais de R$ 2500,00 (HP IPaq HW6945). Definindo um valor máximo para o investimento, você estará eliminando várias opções e tornando sua escolha mais fácil (a menos que dinheiro não seja problema!). Após, avalie os benefícios: Relacione as características que para você são imprescindíveis, como por exemplo, “sistema operacional Palm OS, pelo menos 32 MB de memória, gravação de voz…”. Faça uma pesquisa preliminar, relacionando os modelos que possuem as características desejadas e descarte os que estão fora de seu orçamento. Compare os modelos restantes, avalie a diferença de preço, recursos extras e, por fim, decida-se pelo que apresentar melhor relação custo x benefício.

  • Dicas Finais: Considere a possibilidade de adquirir cartões de memória junto com seu handheld. Muitas lojas oferecem desconto na compra dos dois produtos. Uma capa ou estojo para protegê-lo de acidentes também é importante. Dê preferência às de material rígido (alumínio ou couro). O ideal é que você não precise retirar o aparelho da capa para poder usá-lo. Para evitar aranhões na tela, utilize sempre a película plástica protetora que geralmente acompanha o equipamento. Novas películas podem ser adquiridas separadamente.

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