PSF: Apenas uma Forma de Ganhar Dinheiro?
25 de março de 2007 - Alice

Quando um estudante de Medicina se forma e não é aprovado na prova de residência, é muito comum que ele vá trabalhar em um PSF (Programa de Saúde da Família), em alguma cidadezinha do interior. Até aí tudo bem.
O que acontece é que geralmente essas pessoas trabalham no PSF por alguns meses, juntam um bom dinheiro (há alguns que pagam mais de 10 mil reais por mês) e se demitem para ter tempo de se dedicar exclusivamente à prova de residência.
O objetivo do PSF é contratar um médico que se dedique integralmente à comunidade na qual trabalha. O profissional deve conhecer a realidade das famílias pelas quais é responsável, suas características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas. O ideal é dedicar-se exclusivamente a esse emprego, por isso a maioria desses médicos são bem remunerados.
A partir desse objetivo, fica a questão: é correto trabalhar no PSF por um curto período apenas para juntar dinheiro enquanto não é aprovado na prova de residência?
Correto ou não, é difícil negar uma proposta de trabalho em que você poderá receber mais de 10 mil reais, sendo recém formado e sem experiência prévia, ainda mais considerando o valor recebido quando se é residente: quase 10 vezes menos! Com o dinheiro que é pago na residência, fica difícil até mesmo se sustentar, quem dera poupar dinheiro para montar um consultório…
Acredito que um médico recém formado pode trabalhar por pouco tempo em um PSF sem estar sendo imoral ou anti-ético, desde que exerça sua profissão da melhor maneira possível, com dedicação e competência.
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Concordo plenamente com sua conclusão. Afinal, o que realmente importa? O tempo que um médico está em determinado emprego ou a qualidade do serviço que ele prestou durante esse tempo?
Se você for um bom médico, pensando no dinheiro apenas como uma conseqüência natural de seu trabalho bem feito, não há nada de anti-ético em se trabalhar no PSF por apenas pouco tempo.
Até mais!
Bruno Yporti
30 de março de 2007 - 19:03
Eu não vejo problema nenhum em trabalhar no PSF enquanto nao se é admitido no exame de residencia, com tanto que se dedique ao trabalho enquanto estiver ali. O grande problema ao meu ver é que muitos trabalham pensando somente que dali a algum tempo não estarão mais naquele posto e ,desse modo, não ligam para as necessidades individuais de cada familia.
Tudo isso acaba criando um medico que se distancia do paciente e pensa somente pelo ponto de vista da especialidade que ele quer, o que é exatamente o oposto da proposta do PSF.
Flavio
5 de fevereiro de 2008 - 15:11
nunca consegui arrumar emprego no psf em nenhum lugar do brasil,apesar de inumeros pedidos ao longo de anos e anos.formei me ha mais de 30 anos em sp.quem pode explicar ??
br
22 de junho de 2008 - 13:35
Resido em umap raia de Pernambuco que tem um PSF.Acontece que está situado em uma grande casa na beira mar, e deve pagar uma fábula de auguel.
Alem do mais a grande quantidade de população carente, que sobrevive a duras penas, mora distante. Isto está certo???
Julio Américo Gentile
17 de setembro de 2008 - 19:59
ola, só a Rosana é não acho
nada de mais o psf trabalhar esté tempo topo,porque é dai que as pessoas pegam esperiência.
rosana
19 de setembro de 2008 - 08:14